Expomusic 2010

Como primeira postagem nesta coluna, a qual terá matérias mensais voltadas especialmente para assuntos de interesse de guitarristas e baixistas com abertura para comentários e discussões, resolvi falar da Expomusic 2010, realizada em setembro deste ano no Expo Center Norte, em São Paulo, mesmo local das versões anteriores da feira.

Impossivel falar da Expomusic 2010 sem fazer uma comparação com sua versão de 2009. Essa comparação nos mostra que a tendencia da feira continua sendo a de trazer poucas novidades para o mercado e de mostrar um crescimento do numero e do tamanho dos expositores voltados para áudio, estúdios e homestudios. Em breve, como ocorre em outras feiras, deve haver a necessidade de se separar geograficamente dentro da feira os setores voltados para o áudio e os estúdios dos voltados para instrumentos musicais, amplificadores e acessórios. Isso talvez seja dificultado pelo fato de que os maiores stands da feira são os das grandes importadoras, as quais trabalham dentro de todos os segmentos e certamente preferem apresentar todos os seus produtos juntos dentro do mesmo espaço.

A maioria dos estandes das grandes importadoras não trouxe novidades. Na verdade muitos deles apresentaram exatamente a mesma configuração e os mesmos produtos da versão anterior. Podemos citar como grande novidade o lançamento pela Royal da marca Seizi, desenvolvida por Seizi Tagima em conjunto com a importadora. Os instrumentos devem ser fabricados na Asia e serao voltados para o mercado popular. A Meteoro também passou a importar guitarras e baixos Hurricane e violões Morris. A lamentar apenas a ausência da Condormusic, que participou da feira no ano passado com um grande estande e esteve ausente nesta versão.

Dentro dos fabricantes nacionais o grande destaque ficou para o stand da N.Zaganin. Assim como em versões anteriores da feira a marca mais uma vez apresentou instrumentos de alto padrão com acabamento impecável. Foi sentida a ausência da Music Maker, que na versão passada dividiu as atenções com a N.Zaganin nos instrumentos de alto padrão.

O destaque final ficou por conta da fabrica de captadores Cabrera. A fabrica uruguaia existe há 15 anos, está há 5 anos no Brasil e não esteve presente na Expomusic 2009. A Cabrera mostrou em 2010 um estande muito bem estruturado que permitiu ao consumidor uma visão detalhada e transparente de seus produtos. O alto padrão de construção e acabamento mostrado na feira reforça a reputação que a marca de captadores vem ganhando no Brasil nos últimos anos.

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  • http://www.luthier.com.br Luthier

    Excelente matéria, Pedro!

  • http://twitter.com/ale7strings Alexandre Kopte

    Só ouvi reclamações sobre a feira…pelo visto teve pelo menos um ou dois pontos positivos.

  • http://www.facebook.com/people/Pedro-Wood/739912146 Pedro Wood

    Alexandre, reclamações sembre haverá. Importante é saber quem reclamou e do quê reclamou. Minha experiência mostra que em geral as pessoas reclamam simplesmente porque gostam de reclamar. Eu esperava mais da feira e achei a de 2009 mais atraente, mas minha única reclamação ficaria por conta da desorganização na hora de pegarmos credenciais, já que não havia acesso nos guichês aos dados de nossas fichas preenchidas on line e o pessoal da Francal estava totalmente perdido.

  • http://www.luthier.com.br Luthier

    Na minha opinião, o maior problema da Expomusic é ter uma empresa por trás (Francal), que ganha pesado em cima dos expositores e visitantes.
    O Luthier Márcio Zaganin me disse que pagou cerca de R$ 48mil no stand em 2009.
    O Luthier Ivan Freitas me disse que no ano passado gastou R$ 40mil no estande e decoração, o que o fez desistir de expôr esse ano…
    Não é à toa que algumas marcas, como Crafter e Condor debandaram e estão criando uma feira paralela…

  • http://www.facebook.com/people/Pedro-Wood/739912146 Pedro Wood

    A Francal faz feiras pelo Brasil todo com diversos temas. Infelizmente não temos uma entidade forte como a NAMM – uma associação de fabricantes que não visa lucrar em cima deles mas sim integrá-los -, a qual é responsável pelas 2 feiras dos USA, pela de Shangai e possivelmente de outras. A Francal lucra demasiado em cima dos expositores e ainda quer lucrar em cima dos ingressos de sábado e domingo. O resultado é que um stand na NAMM é mais barato do que na Expomusic, por exemplo.

    Infelizmente a “feira paralela” já pareceu mais uma feira do que desta vez. O local onde estava a Condor era do tamanho de um quarto e nem o ar condicionado estava funcionando. Talvez seja uma idéia a criação de uma associação.

  • Anônimo

    Não pude ir à feira neste ano, mas sinceramente só costumo ir pra ver alguns amigos (saca? rs). A Zaganin realmente impressiona no acabamento. Eu tive dois. Me arrependo de ter vendido o “Flea Bass”, mas devo dizer que faltava “algo” neles em termos de som e me incomodava que ambos apresentassem neck dive. No lá na fábrica deles, gostei bastante dos Asema. By the way, lindo esse semi acústico da foto.
    Pesados os valores citados pelo Celso. Infelizmente esse esquema da Francal mais atrapalha do que ajuda na minha humilde opinião.
    Estou curioso para ver os Wood que virão, apareçam ou não na próxima Expo ;-)
    E será que o Celso pretende também colocar os baixos Dreamer de volta? Medo de vocês dois! Abrax

  • http://www.facebook.com/people/Pedro-Wood/739912146 Pedro Wood

    Infelizmente com o custo de R$40.000,00 acredito ser praticamente impossível você ver um stand da Wood ou da Dreamer na Expomusic 2011. Já os baixos Wood e Dreamer devem sim reaparecer, sendo alguns Wood ainda em 2010 com os modelos tradicionais e os Dreamer com modelos novinhos recém saídos da prancheta (provavelmente só em 2011).