Patrocinar ou não?

Patrocinar ou não?

Mesmo antes de eu colocar as novas Dreamer no mercado, já apareceram vários músicos me pedindo patrocínio.

Qualquer guitarrista virtuose acha que merece patrocínio, mas patrocínio é muito mais do que ganhar um instrumento. É uma troca.
Tem cara que acha que o fabricante adorou o trabalho dele e porisso lhe deu o instrumento, mas na verdade o instrumento lhe foi entregue como parte de uma campanha que trará retorno à marca por causa do vínculo do instrumento à imagem do músico:            

“- Olha o som que o cara tira dessa guitarra… Eu quero ter uma!”

A imagem do músico não é a que ele vê no espelho, mas a imagem que ele passa como músico para o público.

- De que adianta o cara ter um instrumento com a sua marca se ele só é visto tocando numa Fender ou Gibson?
Vão pensar:
“- Se o cara prefere a Gibson, o instrumento X não deve ser tão legal…”

Por parte da empresa fica o compromisso de ter na sua linha de produção e à venda, instrumentos com a mesma qualidade que entrega ao endorsee, de forma que o cliente não ache que foi ludibriado ao comprar uma guitarra que pensava ser igual à do seu ídolo.

Devemos sempre considerar alguns aspectos:

1º. A guitarra tem que ter qualidade pro guitarrista não querer de maneira alguma usar outra. Falar bem dela porque quer, não por obrigação.

2º. Você deve ter uma produção que valha o investimento. Produção de quantidade razoável e constante e qualidade padronizada, ou perderá dinheiro.

3º. O guitarrista patrocinado tem que lhe dar retorno. Ele não está ganhando um instrumento, mas trocando serviços, trabalhando pra você, e deve estar consciente dessa transação, de preferência com um contrato assinado e registrado em cartório, mas de nada adianta isso se o músico não gosta do instrumento. Satisfação ou insatisfação nem sempre precisam de palavras pra serem expressados, e não há como colocar sentimentos no papel.

4º. “O melhor patrocínio é aquele que você não precisou dar.” Se seu instrumento for VENDIDO pra pessoa certa e se for realmente ótimo, essa pessoa falará bem e lhe trará retorno de graça.

Poucas pessoas sabem reconhecer o valor no “de graça”.


  • cesarricky
    Belezera Celso,

    realmente interessante você colocar o seu ponto de vista de empresa patrocinadora, o que é algo bem legal.
    Atualmente, tomei "chapéu" de uma marca do mercado porque a minha imagem não era vendável.
    Nada contra, até porque a empresa tem que ver o que é importante para ela. Confesso que não ficaria aborrecido, o problema foi que o dono me chamou na Expomusic desseano para conversar com ele, e ouvir de sua própria boca que tudo já estava pronto e eu seria o novo endorse.

    Se tivesse rolado essa transparência que você colocou em seu texto, certamente a história teria sido diferente.

    Abrax e parabéns pela volta da Dreamer.
    Sou próximo de você, aqui de Jundiaí/SP.

    Veja esse vídeo e conhecerá meu trabalho http://www.youtube.com/watch?v=jwJpQedz4ao

    E aqui meu site www.tehilim.com.br

    Sucesso
  • Com certeza deve ter havido precipitação de ambos os lados. Patrocínio deve ser feito com regras, contrato assinado e registrado em cartório.
  • yuribarreto
    A relação tem que ser realmente de troca, e num sentimento sincero, onde o músico seja plenamento atendido nas suas necessidades de acordo com a concepção do luthier no conceito de um bom instrumento.

    Celso, essas palavras que escreveu são as que ouço dos grandes músicos que não querem apenas ser "endorser de bater-ponto".
  • É Yuri... É que na maioria das vezes os dois lados estão errados. O fabricante acha que está fazendo favor e o músico acha que ganhou o instrumento.
    Patrocínio é algo muito sério a se pensar...
  • Jairpereirametalhead
    tenho minha Dreamer desde 1996 . Até hoje não me desfiz dela , pelo contrario tem sempre alguem querendo compra-la ou fazer uma troca. è isso Celso . Dreamer é Dreamer !!!!!!!!!!!!!
  • Se você gosta da sua, Jair, ficará impressionado com as novas. Dê uma olhada na primeira no endereço: www.dreamer.com.br/1
    :)
  • jamestwin
    Tah tah agora me dá uma...
  • Tudo a seu tempo, e como discutido acima, não será um presente, mas uma troca...
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